quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Afinal, são coisas do coração...


E a ingenuidade permanece...

É perene.

Pobre ingênuo que do alto de sua intelectualidade analítica não consegue perceber comportamentos simples e evidentes. Singelos e tocantes. Logo ele que costuma ser tão atento aos detalhes e supervalorizar essas espertezas da vida, agora sequer pode ver em que estado se encontra.

Vê sim outra condição sua, pensa que é a única, e que inexistem situações simultâneas que podem tocá-lo, afetá-lo; quando na verdade é sim afetado, de um modo que ele não entende bem, isso porque não sabe do processo de afetação... Afinal, são coisas do coração, e a razão nem sempre dá a liberdade necessária para o sentimento.

Às vezes, o sentimento também não se permite livre. Pelo menos não livre absolutamente: é o gozo de uma liberdade outra que de tão intensa que é ofusca os olhos com o manto da ingenuidade.

Resta saber qual a melhor opção: ser livre perspicaz ou ingenuamente? Livre a partir de uma nova inocência?

Ele não sabe. Decidir demanda um processo de reflexão, algo perto do que ele considera razão.
Isso, contudo, é insuficiente: Afinal, são coisas do coração...

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