quarta-feira, 22 de junho de 2011

Devaneios (poéticos) sobre o (não) Direito lunar: nudez lunática e liberdade sideral


Aspirações a filósofo...
Feito um grande bibliófago 
ou um poeta sem recursos.

As regras sempre me deixaram perplexo
Prefiro olhar e ouvir a Lua,
que iluminando a noite de um mundo complexo
fala-me o que fazer, mas o faz sempre nua.

Despe-se das vestes do poder,
e a despeito do dragão que carrega
permanece bela no anoitecer,
travando com a escuridão a mais sublime guerra.


A nudez lunar, enquanto fenômeno fantástico
Faz-me um melhor homem, um filósofo, um poeta...
Talvez mais um lunático
De coração amoroso e mente aberta.

O segredo do engrandecimento, contou-me uma fada,
Em tom um tanto erotizado,
que a Lua por “aparecer no escuro”, mostra-se pelada,
Por isso, talvez, deixe-me hipnotizado.

A hipnose da liberdade:
Um lindo pensamento sartreano:
“só não posso deixar de ser livre”:
A lua escraviza libertando!!!

Um comentário:

  1. Huuummm, muito lindo isso, reflexões profundas e sensíveis. Bravo!

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