sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alguém aí ama a natureza?


Caros amigos, sempre ao falarmos de AMOR lembramos de alguém, ou seja, de uma pessoa. Geralmente a(o) namorada(o) ou, até mesmo, os pais ou irmãos, ou ainda, as(os) amigas(os). Mas esquecemos que fazemos parte de um todo, e este todo é a natureza. Somos a própria natureza. Qualquer posicionamento filosófico-biológico-sociológico-político que diga o contrário é uma anedota (de extremo mau gosto).

Não há separação entre o "reino humano" e o "reino vegetal". Aliás, numa perspectiva amorosa, não há que se falar em "reinos", eis que ao fazê-lo estamos a tomar como pano de fundo o poder, e é dele que pretendemos nos distanciar, ou melhor, aproximar-nos para destruí-lo (amorosamente). É isso mesmo! Imbuídos de AMOR podemos rechaçar o poder delicadamente. A vontade de poder é fruto de uma carência afetiva, isto é, uma (frustrada) tentativa de compensar um vazio de AMOR com outra coisa diametralmente oposta.

Destarte, ao reconhecer que somos natureza, é "irracional" crermos num racionalismo capitalista que diz estar a natureza à nossa disposição, o que justificaria sua exploração para a satisfação dos nossos desejos totalitários, atrelados à vontade de poder.

E essa irracionalidade deve ser obliterada de nossas mentes. Coloquemos nossos cérebros para trabalhar a favor da natureza, a favor de nós mesmos. E o fazendo, cobremos de nossos políticos a preservação ambiental como um modo de atender ao nosso maior anseio: viver feliz. Para tanto, é preciso amor no coração e engajamento político. Daí, junto com o Greenpeace, pergunto-lhes e espero ver este questionamento pela vida reproduzido: O QUE SERRA E DILMA PROPÕEM PARA PROTEGER NOSSAS FLORESTAS E GARANTIR ENERGIA LIMPA?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Postagem para twitter (e Facebook)

É assunto para postar no Facebook ou "piar" no Twitter. Mas já o fiz. Então, o Blog é um local interessante para isso também.

Dia do professor


PS: é o ano inteiro, para quem não teve bons professores, ou não foi um bom aluno...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Como destruir uma filosofia?

Basta criar a televisão: Rousseau e a (viciada) "vontade geral" reviram-se na mesma tumba






É pra rir ou pra chorar?

Outrora escrevia sobre o que Gabriel O Pensador denominou de Masturbação Mental. Agora continuo a apreciar sua obra, mas a partir de outra música sua: É pra rir ou pra chorar?

Em tempos de eleição essa música cai como uma luva às mãos que se sacodem contra o cinismo e a picaretagem que se estabeleceu em nossa política - e não às mãos que se sacodem no carnaval e no resto do ano como se carnaval fosse. Algumas figurinhas carimbadas (mas que também nos carimbam, marcam-nos, como gado) voltam a aparecer na TV ou falar no rádio depois de 04 (quatro) anos de sumiço. Alguns políticos hipócritas poderiam falar: "eu estava trabalhando muito para o progresso de nosso país". Tudo piada (de mau gosto)!!!
E quando falo que é piada provo ao mesmo tempo a ingenuidade e a astúcia do povo brasileiro, pois ao passo em que me coloco na posição daquele que não sabe como reagir à uma piada, também deixo de rir porque algo de perspicaz me impede.
Tal se dá porque a desgraça alheia é sempre motivo de piada, se não fosse, as videocassetadas do Domingão do Faustão não fariam o sucesso que fizeram e fazem. Assim, fica evidente que de um lado o desgraçado chora ou se sente envergonhado pelo erro que comete e que se volta contra ele; e de outro lado está o espectador da cena, que apenas observa e ri.
Com a política alguma coisa de obscuro se opera: sou ator e espectador da mesma cena. Quando um candidato como o "Tiririca" faz graça da política - embora a esteja levando a sério a ponto de construir sua candidatura - asseverando que desconhece que função irá possuir após a sua eventual eleição, ele causa uma vontade de rir. Até aí não há nada de novo - e como precisamos do "novo" em política - , o problema é que simultaneamente o discurso "tiriricano" traz à tona uma tristeza, uma vontade de choro. Choro pela nossa ignorância, que permitiu fazer da política mais um palco de piada, mas de piada sem graça. Sem graça para os eleitores, afinal de contas a desgraça nossa é motivo de riso para os 'nobres' políticos que nos representam.
Destarte, a angústia que nos acomete é certamente decorrente da (pouca) consciência política que possuímos. Ao vermos piadas com os eleitores, ao votarmos em gente que o faz - e a piada não ocorre só com a sátira no horário reservado à propaganda eleitoral, mas a cada vez que o Estado se omite diante das necessidades do povo, a cada vez que a verba destinada à construção de escolas ou hospitais é desviada, etc - , estamos a fazer graça com cada um de nós: contruímos a piada e somos alvo dela. Daí a dúvida: é pra rir ou pra chorar?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Para largar a masturbação mental: manifesto sobre o "novo"



Há algum tempo estava em mais um dia daqueles sem fazer nada de útil, sentado em frente ao computador da Lan House gastando tempo (e dinheiro) para acessar e-mails, orkut, twitter e outras coisas pouco produtivas. Como a monotonia e o silêncio passaram a me incomodar, comecei a ouvir algumas músicas. Conhecia já várias do Gabriel O Pensador, mas me apareceu como novidade uma canção denominada "Masturbação mental".
O nome era deveras interessante. Parecia uma crítica acerba a ser lançada, ou melhor: cantada, e foi. Tal como fez Warat, utilizo-me de um nome já usado para classificar tal melodia, trata-se ela de uma diatribe contra um homem sentado, um manifesto contra a (burra) mesmice, contra a rotina que faz de nossos corpos verdadeiras estátuas olhando para os próprios pés, como aludiu um dia Boaventura de Sousa Santos.
Seu início é intrigante, há um breve diálogo em que o referido cantor é questionado: ô Gabriel, você tá mudando as suas músicas? Ao que ele responde: Não, eu tô musicando as minhas mudanças! Fiquei animado com o que viria, e meu entusiasmo não foi em vão: fui tomado pela (inteligente) letra de tal canção, de modo que ela passou a ser um hino para mim em vários aspectos. Sua aplicação à vida (e ao Direito, para aqueles que com ele labutam) parece óbvia, acaba por desconstruir velhos conceitos, antigas filosofias e arcaicas posturas dogmáticas e pugna por uma renovação, pelo abandono da repetição. Não obstante, trata-se de uma crítica à razão indolente em sua versão proléptica, expressa, sobretudo neste trecho:
Amanhã não sei.
Bola de cristal nunca funcionou comigo porque eu não consigo fazer tudo sempre igual, a não ser que eu tente.
Só que eu nunca tento, sempre invento um movimento cada vez mais diferente.
(...)
Eu já cansei de ouvir o que eu já cansei de ouvir! 4x

Em seguida, surpreende a sinceridade misturada ao vocabulário mais veemente e incomum utilizado, lembrando, ainda que levemente, o grande Bataille com seus palavrões de impacto. Vejam e deleitem-se:
Eu vou gozar, Maria. Eu vou gozar, José.
Eu vou gozar a vida do jeito que eu quiser.
E se eu fizer cagada eu sei lmpar, não vem cagando regra. Na regra que "cê" caga eu vou pisar.
Não vem ditando norma...Pensando bem, tô pensando de outra forma.
Você acha que é loucura, eu acho que é careta.
A vida é muito curta pra ficar nessa punheta.
Pois bem, espero que por mais mal educada que pareça a letra ela possa chamar a atenção de você leitor (e ouvinte) e faça da sua vida uma constante mudança, afeito ao (amoroso pela vida) discurso da impermanência: o discurso do devir.

sábado, 31 de julho de 2010

Sobre a necessidade de escrever (no Blog)


Um sentimento paradoxal agora me acomete...

Ao idelizar o blog, pensava inicialmente em algo que, como o próprio indicou, transgredisse tudo o que fosse possível e plausível de o ser. Entretanto, nesse momento me deparo com uma necessidade: a de escrever alguma coisa que seja (ou ao menos pareça) interessante para a manutenção da própria vida do Blog, algo que o fizesse reviver, como um ato de ressurreição, talvez mais intimamente conectado ao mito da fênix - seria demaisado forçoso (e pecaminoso até) aludir à passagem bíblica cristiana.

Destarte, encontrei-me em uma celeuma consistente na famosa dicotomia desejo X dever. Este como decorrência da necessidade de postar algum conteúdo novo e, aquele edificado a partir de uma contradição em-si: a de nada fazer (desejo indolente) e, simultaneamente, a de publicar um discuros que se mostrasse interessante ao leitor que perde um pedaço de seu parco tempo para ler as besteiras que posto. E nesse emaranhado de infinitas contraposições acabei constatando, finalmente, que estava diante de uma situação de ensinamento (como são todas na vida, embora nem sempre sejamos grandes aprendizes) e, então, encontrei uma "moral da história":


As regras, em sua forma ideal, nascem de nossas necessidades e, por mais que tenhamos que as transgredir (as regras) para alcançarmos tanto quanto possível a libertação, não podemos olvidar de colocar em marcha uma regra fundamental: movimentarmo-nos, tirando a poeira acumulada sobre nossos corpos e cérebros de modo a tornar a vida mais dinâmica, buscando sempre o novo e, assim, transgredindo a regra da imobilidade através de uma outra regra: a de um devir incessante.


Transgredir as regras sempre, por mais que isso se faça por meio de regras de transgressão: a essência desta é a contradição que é a vida, por isso a temática do AMOR na criação do Blog. Ambos podem ser tomados sob esta perspectiva.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Imediatismo sexual

O sexo imita a vida (capitalista)...


Amor & Sexo


Com o título adotado parece que a Rita Lee vai postar no Blog. Só parece, mesmo porque nem sei se ela tem um conta para isso ou, ainda que tenha, se é que ela se interessa.

Pois bem, não é ela que lançará suas ideias artístico-libidinosas aqui, mas sim eu. Aliás, é natural que no início um Blog ele obtenha baixa popularidade, ou até nunca venha a possuí-la de modo satisfatório. Por isso cabe a mim a autoria de todas as postagens - e talvez até de comentários, estes enquanto tentativa frenética de mater "vivo" o Blog. Enfim, não me perderei mais em tergiversações para transmitir um simples recado aos leitores do Blog: em que pese a nomenclatura se referir apenas ao Amor, aqui também é o espaço para se falar, por via direta ou oblíqua, do sexo, já que este se mostra como uma das manifestações de uma das dimensões do AMOR: o Amor Sexual, tão estudado por Schopenhauer.

Portanto, aqueles de olhos (e ouvidos, diria Nietzsche) sensíveis acautelem-se para não se depararem com postagens um tanto quanto eróticas. Digo eróticas porque provavelmente não haverá conteúdo pornográfico. Provavelmente... Entretanto, para os (boçais, segundo a famosa música do Ultraje a Rigor: "Sexo!") que não diferenciam a materialidade de um e outro, tomem cuidado...
PS: Ah, tudo isso é uma piada, afinal de contasinexistirá aqui vídeos ou fotos ou contos pornôs, então: não tomem cuidado algum, deixem-se levar pelas imagens e pelos discursos de amor, pois é para isso que este instrumento de diálogo foi criado: para defender a importância de se deixar ser tomado pelo AMOR, como o próprio AMOR se deixa na obra de Warat.

domingo, 20 de junho de 2010

Apresentação




Caros amigos, colegas, conhecidos, desconhecidos, curiosos, pobres ou ricos, negros, índios, amarelos ou brancos, enfim, todos aqueles que sejam humanos (ou não): a vocês se dedica este Blog. Isso porque aqui está mais um espaço para se falar do AMOR, um sentimento universal. Entretanto, não se pode confundir o universalismo amoroso com as tendências universalizantes que há tempos assolam a vida e, por conseguinte, o AMOR, pois estas exteriorizam a negação da diferença intrínseca às inúmeras classes sociais. A igualdade universal, tipicamente moderna, mais parece indiferença, pois nega tudo aquilo (e todos aqueles) que pode(m) ser insólito(s). Não se olvide do pensamento expresso em palavras de Boaventura de Sousa Santos: Temos o direito a ser iguais sempre que as diferenças nos inferiorizam. Temos o direito a ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza".