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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Amor Louco (à Sofia)


Excerto extraído da obra "O Amor Louco", de André Breton.
Trecho este dedicado à filha do autor.

Aqui o reproduzo como forma de homenagem pelo advento do primeiro aniversário de minha filha Sofia, a qual, inocentemente, ensina-me, sem hesitar, sobre as coisas mais profundas e difíceis (e por que não, mais belas também?) que a vida pode me oferecer.





«Afastar-me para longe de vós! Revestia-se para mim da maior importância ouvir-vos, por exemplo, responder, um dia, com toda a inocência, a essas perguntas insidiosas que as pessoas crescidas fazem às crianças: "Com que é que se pensa, com que é que se sofre? Como é que se soube o nome do sol? De onde é que a noite vem?" Como se elas próprias o soubessem! Já que, para mi, sois a criatura humana em toda a autenticidade, deveríeis, contra tudo o que é previsível, ser vós mesmos a ensinar-mo...
Gostaria de saber-vos loucamente amada.»
(André Breton)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Prosa poética na sala de espera

"A aflição de outrora torna-se angústia agora. Tranquilizo-me um instante, vejo-a, apesar de tudo, radiante. Queria fazer uma poesia; não consegui: que ironia. De qualquer modo precisava escrever: espero-te aqui fora, Sofia, nova razão do meu viver."




PS: Esta “prosa poética”, como decidi intitular, foi escrita quando minha querida Roseli estava na sala do pré-parto passando pelos procedimentos de preparo para dar a luz à Sofia, nossa linda filha. Nos dias anteriores lia eu a “Poética do Devaneio” de Bachelard e, no entanto não pude escrever uma poesia, por mais singela que fosse. Meu senso poético estava um tanto desequilibrado – se é que algum dia teve equilíbrio...